quinta-feira, 20 de novembro de 2014

....despeçado e farelo daquela mágica que acontecia...

Image from: sxc.hu

Eu, por muitas vezes este ano

Jacqueline Collodo Gomes

Eu, por muitas vezes este ano, quis rasgar a minha vida como a um caderno de poesias velhas, primárias, de que temos que nos desfazer, para crescer nas palavras, para escrever algo melhor! Mas, não pensando neste sentido, senão somente a necessidade de rasgar, rasgar, rasgar, todas as coisas que eu não escolhi, todas as situações em que cai, todas as condições impostas, as conclusões miseráveis, a minimização a que a existência tantas vezes tivera submetida; cada semana e cada hora de cada dia desgraçado e miserável deste ano miserável! Miseráveis e apodrecidas vísceras que se dissera de existência! Todo engano, todo falso encanto, toda promessa que você não cumpriu, toda promessa que eu sonhei sozinha, toda promessa de uma idealização estúpida que prendeu a alma por tanto tempo e agora em passos tão áridos, e de tão, tão difícil, inalar! O luto do luto, do que eu não pedi para acontecer, do que eu não pedi para viver, do que eu não sei dizer como aconteceu! Do que eu queria que tivesse um mínimo esforço de se fazer, assim, como um embrulho com laço de fita, bonito e brilhante, do tamanho ideal das mãos, do tamanho ideal da prateleira do quarto, por uma pequena que se perdeu tanto tempo em suas trilhas mentais; como quem pede mais uma colherzinha de açúcar no café! E agora, todo o borrão das coisas medíocres que traço, e não são nada, totalmente despeçado e farelo daquela mágica que acontecia, um dia, e que agora é só uma porcaria qualquer!
Sou eu que me exijo demais? Sou tão estúpida assim?
Que ano miserável! Que trapos fez de tudo, tudo!
Eu nem escrevo mais como sentia que devia ser o assim.

01:14, 20/11/2014.

"Dá-se ao direito de sentir o ódio e a raiva quem quer ser de carne e osso."

O motivo é o hoje

Image from: sxc.hu

Sinônimo Declive

Jacqueline Collodo Gomes

"Canions em depressão, são estradas sem chão".

O motivo é o hoje,
o instante do agora,
seja do que se ri,
seja do que se chora.
O motivo é só o hoje.

E, no pesar pelo ir embora,
também, às vezes, o só por ora.
Às vezes é este, tão somente,
que faz suportar.

É ver aquele pequeno sorriso,
e de novo, e o que irá se tornar...
É sentir um pouco mais o vento,
a brisa,
- afago de mão da vida;
meio segundo de não se imergir
em mais um, que foi dia.

01:50, 19/11/2014.

Blog com erro nos comentários! :(

Queridos visitantes,

Não sei por qual motivo, mas o blog está apresentando erro de página quando tento responder aos seus comentários!

Assim, para não acharem que não leio e não me importo com os comentários, o que é absolutamente o contrário disto, vou responder aos comentários em postagens, até que o blog volte ao normal.


Para pattymarilia, que escreveu na postagem: "A Lua de Ganímedes

pattymarilia20/10/14 1:51 PM
Demorei mas encontrei! Ganymédes José merecia uma homenagem à sua altura! Parabéns!!!

Resposta: Olá pattymarilia! Agradeço pela visita. Que lindo o seu comentário, muito obrigada! Que alegria saber que você também admira o trabalho do Ganymédes José.
Venha mais vezes ao meu blog, vou ficar contente em recebê-la.
Um grande abraço! Jacqueline.

* * *

Para Nathy Faustino, que escreveu na postagem: "...girando seus grandes vestidos, e fitas ornamentais..."

Nathy3/8/14 4:14 PM
Jac, ainda lembra de mim? Como sempre muito talentosa com as palavras. Parabéns! Saudades de você... Beijos!

Resposta: Oi Nathy! Eu me lembro sim de você. Respondi a todos os comentários que você deixou aqui no blog, mas de alguns meses para cá, o blog tem dado erro ao publicar os comentários, e algumas respostas não entraram. Fico contente que esteja gostando das poesias. Volte sempre que quiser! Um abraço! Jacqueline.