sábado, 28 de setembro de 2013

"Tempo Ovacionado", no Jornal O Metropolitano

Edição Online do dia 28 de Setembro de 2013 do Jornal O Metropolitano 

Na página 7, a poesia "Tempo Ovacionado", de Jacqueline Collodo Gomes. Veja online neste link: 




Também disponível na versão impressa. Distribuição gratuita! Procure em um ponto de distribuição.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Quando a Andorinha Faz Seu Ninho

Foto: Cláudia Pinheiro Camargos



Quando a Andorinha Faz Seu Ninho

Jacqueline Collodo Gomes 

As andorinhas tinham o costume de fazer ninho no forro das casas, e por um espacinho que achavam entre o telhado e o forro se espremiam, saindo e voltando em rasantes, com galhinhos e gravetos a fim de construir uma caminha confortável para sua futura prole. E assim seguia, ano após ano, em que da janela do quarto das casas podia se ver a rasante dessas aves tão pequenininhas, indo e voltando, construindo seu lar, alimentando a nossa imaginação de como já estaria ficando o ninho da família. Depois, quando os filhotinhos finalmente eram chocados, podíamos ouvir ali de dentro do quarto seus chiadinhos e piados, bem baixinho, pedindo por comida, e pelo aconchego das asas dos pais.
Mas, algumas raras vezes, ao calcular mal a entrada no ninho, algumas das andorinhas acabavam por parar dentro de casa, adentrando o quarto pelo vão da janela. E nesses momentos tínhamos que socorrê-las, pois voavam atordoadas pela casa, sem encontrar o caminho certo pra seguir. Eu me lembro de um dia em que levei um susto ao perceber uma andorinha entrar pela janela e seguir em voo reto e ligeiro, até dopar com a parede do quarto que ficava à frente, e cair no chão pela pancada. Na hora pensei o pior, e me aproximei temerosa de encontrar a avezinha morta pelo impacto e pela queda. Mas ela estava quietinha, encolhida no canto da parede e do chão, aparentemente com dor e tentando conservar suas energias até a dor diminuir. Eu a peguei com as duas mãos e a aconcheguei bem no centro das palmas, caminhando até perto da janela, e ela nem reclamou e nem relutou. Pude sentir seu corpinho tão pequenino e frágil, seus ossinhos, suas perninhas tão delicadas e fininhas, e como suas penas eram macias, fofinhas, e naturalmente acarinhavam minhas mãos. Os olhinhos bem vivos e brilhantes me encaravam, e eu fiquei completamente tocada por segurar um pedaço de existência tão profundo e bonito como aquele, bem nas palmas das minhas mãos. Passei de leve o dedo pelo biquinho dela, que tem uma característica toda especial, só das andorinhas, ao menos, pelo o que meu coração pôde notar naquela observação tão próxima da ave; ela fechou de leve os olhinhos e mexeu a cabeça um pouquinho como quem recebesse o afago como um gole de água quando a garganta está seca, bateu as asinhas enquanto posicionava as perninhas, e no impulso do voo encontrou o azul do céu, voou pra cá e pra lá, já estava bem de novo para encontrar seu caminho, deixando em minhas mãos um perfume suave de andorinha, que eu sinto até hoje.

25/09/2013, 17:29.

"O Mais Importante É O Amor"

Imagem da internet



"O Mais Importante É O Amor"

Jacqueline Collodo Gomes

Na estante do antigo apartamento onde moramos, meus pais, irmãos, e eu, quando eu ainda era pequena, bem na frente, bem à vista, ficava um livro com este título. Velhinho, com a capa surrada, e tinha essa imagem do homem levando o menino nas costas, de cavalinho. O livro só era mexido quando alguém ia tirar o pó da estante, a limpeza semanal e comum de toda casa. E eu, todos os dias, quando ia ver TV, ou me sentar pra fazer alguma refeição, ficava bem de frente pra ele, e mesmo sem ser diretamente, acabava passando os olhos pelo título: O Mais Importante É O Amor. E assim, toda vez que eu me sentia rejeitada pela minha família, ou quando minha mãe discutia comigo, ou meus irmãos me entristeciam, o pensamento de fugir, de odiar, de brigar, nunca durava muito tempo, porque o título sempre me fazia voltar, rever o caminho, rever minhas ações, e deixar pra lá os defeitos de quem tinha me magoado. Eu sempre continuava os amando, mesmo sob as maiores crises, e situações dolorosas, o ensino do título sempre me fazia saber que o mais importante era amar, mesmo quando eu nem sabia direito o que era isso, de fato.
Essa semana eu encontrei esse livro de novo, entre outros livros e pertences familiares. Chorei muito ao pegá-lo nas mãos. Não tive dúvida em trazê-lo comigo. Esse talvez possa ser o maior ensino que minha mãe poderia ter colocado à minha vista. Que, no final de tudo, mesmo sob todas as diferenças, de gostos, de atitudes, de culturas, de existência, o que mais importa é que ninguém fique triste com ninguém, porque o mais importante é amar.

"Quando alguém está triste conosco, ninguém ganha, ninguém tem razão. O Mais Importante É O Amor."

25/09/2013. 01:52.

Setembro

Image from: sxc.hu

Setembro

Jacqueline Collodo Gomes

Eu nunca vi meses tão longos
engolidos por um Setembro tão rápido como este!
Dias que se enunciavam de puros confetes!
Embargados por tristezas,
um entornado nanquim.

Quando eu era menina
via alguém tornar a branca folha em colorida,
derramar do negro frasco com que conta o artista
para depois riscar um novo desenho, trazer algo a vida!

Se este meu Setembro pudesse se fazer assim!

25/09/2013. 01:38.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A Estrada De Minhas Próprias Veias no O Metropolitano

Edição Online do dia 14 de Setembro de 2013 do Jornal O Metropolitano

Na página 7, a poesia "A Estrada De Minhas Próprias Veias", de Jacqueline Collodo Gomes. Veja online neste link: 

http://issuu.com/o_metropolitano/docs/ed_031


Também disponível na versão impressa. Distribuição gratuita! Procure em um ponto de distribuição, em Campinas/SP e Barão Geraldo.

A Estrada de Minhas Próprias Veias

Image from: sxc.hu

A Estrada de Minhas Próprias Veias

Jacqueline Collodo Gomes

A estrada de minhas próprias veias
é um caminho árduo.
Um travar de forças contrárias
que os passantes desconhecem.
Destras capas retalhadas em barris de estresse.
Tirar dias de um sono desalentado.

Um afogado imergir de persistência poética.
Pueril forma de se guardar a ética.
Movimentos de não deter os dados jogados.
Passos intensos, refugiar do cansaço...
Relocar as trilhas para longe do que não escolhi.

13/09/2013, 14:34.

Mais um lugar para baixar poesias

E-book "Oceanos Inteiros E Outras Poesias", de Jacqueline Collodo Gomes, também disponível para download no site de poesias e mensagens CR Lemberg:



º Oceanos Inteiros e Outras Poesias º

Primeira coletânea de poesias de temas variados, de autoria de Jacqueline Collodo Gomes, que pode ser baixada gratuitamente ou lida online, em computador, notebook, tablet, celular... Disponível em formato .PDF e .DOC. Com fotos e imagens que complementam de forma especial o espaço de cada poesia, e a apresentação escrita gentilmente por Lucimária Rangel, Psicóloga residente e atuante na cidade de Campinas/SP. 

Você já leu o e-book? É gratuito! Baixe e leia:

º Versão em .PDF - Necessita de leitor .pdf instalado



º Versão em .DOC - Necessita do editor de textos Word ou compatível instalado

Rosas Vermelhas Eram Suas Preferidas

Image from: sxc.hu

Rosas Vermelhas Eram Suas Preferidas

Jacqueline Collodo Gomes

Daí a sua mãe falece, e os serviços de oferecer empréstimo, cartão, e pedidos de doação, continuam ligando, e chamando pelo nome dela.
...
Eu detesto contar o tempo passando, pra poder dizer ao atendente do telefone há quanto tempo ela já não está aqui!
...
Um dos momentos mais dolorosos destes meses passados foi descobrir que havia necessidade de se pedir o cancelamento do CPF da minha mãe. O CPF da minha mãe! Que ela tinha tanto orgulho! Era o documento de sua idoneidade! "Meu falecido pai sempre dizia: um nome limpo é tudo! Você pode não ter nada, mas tem que ter um nome limpo, é a coisa mais importante!", ela falava algumas vezes, para meus irmãos, e também para mim. O ar me faltou quase na mesma intensidade de que quando ouvi que ela não viria mais para casa. Era como ela deixar de existir pela segunda vez! 
...
Meu pai levou os documentos de minha mãe, e não foi falado mais nisso. Mas não anulou o CPF dela no meu coração!
...
"O seu CPF nunca vai estar cancelado para mim, mãe!"

18:53, 09/09/2013.

domingo, 8 de setembro de 2013

Edição 30 do Jornal O Metropolitano

Edição Online do dia 07 de Setembro de 2013 do Jornal O Metropolitano

Na página 7, a poesia "Tal qual é a amizade", de Jacqueline Collodo Gomes. Veja online neste link: 



Também disponível na versão impressa. Distribuição gratuita! Procure em um ponto de distribuição.

Em cada pequena espera...

Em cada pequena espera, uma pausa é concedida.