domingo, 23 de junho de 2013

Abrace-me quando eu me deitar

Image from: sxc.hu

Abrace-me Quando Eu Me Deitar

- Jacqueline Collodo Gomes

Abrace-me quando eu me deitar
Como se eu fosse a pétala, você a flor
Que me acolhe quando chega a geada
há poucas horas que se tenha feito noite.

E, ao nascer do sol, quando o orvalho é conferido
Veja-se teus muros, levemente queimados por abrigo
E, entre eles, esta pétala intacta
Cuidada muito mais que por motivo de geada
Um tratar que de impérios se difere
- Que a esta pétala nada fere.

...
"Dos teus braços é o que mais preciso."

05:04, 22/06/2013.


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"Oceanos Inteiros e Outras Poesias", Jacqueline Collodo Gomes. 

Primeira coletânea de poesias de temas variados, de autoria de Jacqueline Collodo Gomes, que pode ser baixada gratuitamente ou lida online, em computador, notebook, tablet, celular... Disponível em formato .PDF e .DOC. Com fotos e imagens que complementam de forma especial o espaço de cada poesia, e a apresentação escrita gentilmente por Lucimária Rangel, Psicóloga residente e atuante na cidade de Campinas/SP.

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Em noites tristes

Image from: sxc.hu


Em Noites Tristes

- Jacqueline Collodo Gomes

Em noites tristes
de impasses e incertezas
afogue-se em traços de poesia
um copo de linhas, medrosas, de boa intenção
Isto fará teus momentos passarem mais rápido

...e, às ofensas da alma
por produtividade, ou resposta
a aquietarem-se, afinal, é trabalho de tuas mãos
estes versos, que foram teus neste segundo
e, agora, serão de todo o mundo.

21:30, 21/06/13.


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"Oceanos Inteiros e Outras Poesias", Jacqueline Collodo Gomes. 

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Porque eu não nasci para o só

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Mil vezes eu preferia

- Jacqueline Collodo Gomes

Eu preferia que você estivesse aqui.
Mil vezes! Eu preferia que você estivesse aqui!
E que ficasse mil vezes. Mil minutos. Mil dias.
Mil milênios. Mil mundos.
Minha mãe. Meus avós.
Meus queridos companheiros da vida.
Meus queridos admiráveis, a quem tenho tanto carinho.
Meu querido amor, a quem nasci para amar, e amo assim desde já.

Mil vezes eu preferia!
Mais do que mil sundae's. Do que mil peras aveludadas.
Do que mil sucos de laranja, bem docinhos.
Do que mil cores colorindo os lugares ao meu redor.
Do que mil cheiros e acalentos pelo ar.
Mais do que mil poesias e mil inspirações.
Minha mãe. Meus avós.
Meus queridos companheiros da vida.
Meus queridos admiráveis, a quem tenho tanto carinho.
Meu querido amor, a quem nasci para amar, e amo assim desde já.

Mil vezes eu preferia!

Porque eu não nasci para o só. Eu nasci pras gentes.
Só quem nasce pras gentes entende isso.

É muito difícil quem não nasce para o só
não poder realizar o seu "mil vezes eu preferia".

23:01, 17/06/2013.

- com dor e pesar, minha mãe!

Sobre Pôr-do-sol e Vôos

Hoje eu estava olhando o pôr-do-sol e a cada grupinho de segundos que se passava, subia um avião, passava um avião, um avião cruzava o céu... Então eu pude concluir:

Como as pessoas gostam de voar às seis da tarde! :)

sábado, 15 de junho de 2013

Eu pus os pés na grama, hoje

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Eu pus os pés na grama

- Jacqueline Collodo Gomes 

Eu pus os pés na grama, hoje. Mesmo através do jeans, pude sentir sua energia em minhas pernas, levando um peso embora, conhecendo o movimento dos dedos que lhe abraçavam e seguravam gentilmente por alguns segundos.
Eu pus os pés na grama, hoje, e só não me deitei por causa das formigas. Mas elas estavam gentis, até me permitiram escrever, mesmo estando diante destes elevados brancos e tão diferentes, acompanhados de calcanhar, que tinham que escalar para chegar ao outro lado.
Eu pus os pés na grama, e o céu foi se aconchegando sobre os prédios à frente, e a luz foi baixando, era anoitecer acontecendo mas a grama permanecia a mesma, sem mesuras, para o meu ali ficar. E a lua apareceu em pedaço bem esculpido, e bem brilhante, bem acima da minha cabeça. De longe, um sorriso para a moça dos dedinhos brancos, pela busca das suas completudes.
E tudo continuou quietinho, e a água correndo mansinho, enquanto eu, com os meus pés na grama, só pensava o quanto precisava viver novas emoções.

14/06/13, 17:41.

Venci meu dia

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Montantes

- Jacqueline Collodo Gomes

Venci meu dia.
Cumpri com os devidos.
O som do fim da noite... Então, dolorido
Faz querer não conhecer o sono
Retroceder os cheiros
Esconder em braços poderosos
- até se poderosos só aos meus olhos, inteiros

Faz querer passar o mundo
para que não se gritem mais os montantes
de dores acesas, almas novamente molhadas
inexistindo com os quadros - felizes instantes.

[...]

Esta que vos fala é só alguém que venceu mais um dia. E necessita de acolhida, também.

01:23, 12/06/2013

Eu não peço muito da vida

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Eu não peço muito da vida

Jacqueline Collodo Gomes 

Hoje eu acordei querendo estar junto de todas as coisas que despertam boas sensações. São algumas horas para o enfrentamento do que faz pensar que posso não encontrá-las - e para quê os movimentos, as tentativas. E uma torrente querendo brotar do parir doloroso da existência, que se crê não ter sido para estar só, não ter um braço que complete o meu e faça possível o alcançar de certos feitos atingidos somente por aqueles que se espreitam, juntos, muito, em ponta de pés. Tudo batendo neste coração que não encontra maçaneta, não tem vazão.
Deviam, as pessoas, e seus amores, serem entrelaçados como cada ponto liga os tecidos, formando-lhes extensão, para serem vestidos, cada corte de pano, trajada excursão.
[...]
Eu não peço muito da vida. Pão, e partilha.

07/06/13, 17:09.


Estou em um lugar tão bonito

Atualizando o conteúdo do blog com as poesias e textos que tem sido compartilhados em perfil de poesia.

Imagem do Acervo do Parque das Águas, Campinas


Um dia me inclino

Jacqueline Collodo Gomes

Estou em um lugar tão bonito
e seu douro a dizer-me: Incline-se!

Respiro o consumir, como causa minha
liberdade da mente.
Se esse sol pudesse pousar, assim, em mim!

Quero ser com estes traços que não se preocupam
que só se alegram, que zelam.

Ainda nada tão forte tem movido esta dor, totalmente.

Mas... Um dia!
Um dia me inclino!
De certas linhas não me lembrarei mais.

06/06/2013, 17:28.

Poesia inspirada no lindo ambiente do Parque das Águas, Campinas/SP.