segunda-feira, 30 de abril de 2012

Seja, ajuda do libertar do meu vibrato!


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Vôo

- Jacqueline Collodo Gomes

Seja, ajuda do libertar do meu vibrato!
A energia que percorre as extremidades do meu hemisfério
e não se sabe regrar, selecionar em porção na porção.

Seja, altura invisível entre meus pés e o chão!
Racionar da parvoíce das formulações
- O deixar conhecer o teu rosto sem pretensão.

Vôo e liberdade, soprar em fios de cabelos
Desprende-se nuca, tornozelos e presságios
Flutua nuvem!

Corpo à voz!
Alma que já tem figura...
Passagem de diários... Extintos nós.

30/04/2012, 01:05

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Direto do Equador das Coisas...

Depois de viajar mais que eu em toda uma vida, rsssssssss, meu exemplar chegou; quer dizer, a dupla... Quer dizer, o trio, porque no mesmo dia chegou a minha EcoBag lindíssima também! Direto do Equador das Coisas (http://oequadordascoisas.blogspot.com.br/) para o Equador da Jac, rsssssssssss. Obrigada, Germano!





Fiquei muito surpresa de ter sido selecionada para a publicação. Mandei poesias e textos para a seleção  há algum tempo mas achava que eu não seria selecionada, rssss. Quando recebi o comunicado de ser publicada na primeira edição senti uma imensa alegria! Minha poesia está na página 04, "Rumos".

A versão online para quem quiser ver está aqui:
http://oequadordascoisas.blogspot.com.br/2012/04/versao-on-line-da-edicao-1-do-jornal-o.html

Recebi também esta surpresa de presente do poeta Mário Bróis. Obrigada! Foi uma surpresa ser tema de uma de suas poesias:


* * *

Eu estou tentando absorver esta atmosfera ofertada...
Combater os desatinos ao longo da estrada...
Eu estou tentando ficar feliz, desde à ponta do nariz
pelos gestos dos que assim desejam me ver.

=)

Obrigada!

terça-feira, 24 de abril de 2012

No indelicado mundo de uma lady irritada

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No indelicado mundo de uma lady irritada

- Jacqueline Collodo Gomes

No indelicado mundo de uma lady irritada chuva ácida angaria fundos de imposição. Ela não é tão delicada assim, meu caro. Tem garras também. E não sorve qualquer líquido. E não sorve nada mal batido. E não sorve sem que possa fazê-lo de um modo diferente.
É tão diferente assim, meu caro, que não suporta enlatados, engomados, engravatados de mãos ao bolso com palavras prontas em papeis escondidos no meio dos dedos, que ora consultam, ora disfarçam, tentando conseguir que por eles façam. Você acha mesmo que pode fazer qualquer coisa assim e que está feito? Só um aviso é dado aos passantes desta terra: cuidado onde se coloca os pés.
Os braços cruzados já são sinal de que o vulcão não está extinto. Toda lady tem um mundo indelicado se, de fato, zela pelo seu título.

---
Ao que se fala de originalidade: seja mais que um conceito. Ou então, não fale.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Clair de Lune... Madrugada me desperta...

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Clair de Lune

Jacqueline Collodo Gomes

Madrugada me desperta. O trabalho chama. Clair de Lune à janela... Do coração, da mente, e após a chuva. 
Toques mais intensos ao piano. Desliza a alma. Fala. Salta. Se cala também, só pra ouvir o dizer do pianista.
...
Tomate não totalmente maduro dividido em fatias. Sal, realçador de sabor, maionese em quatro fatias de pão. Monto o que é o meu café da manhã. Adoro comer sanduíche de tomate. Desde menina sou habituada ao legume - fruta. Gostava de comê-lo, assim, como maçã, à mão e dentadas generosas, com farelinhos fininhos de sal caindo sobre cada parte que eu intentava em devorar. Gostoso sabor de tradições que fazem a vida valer.
...
Clair de Lune... O meu querido sonhando nossos sonhos de amor à tua luz pura. Clarão da Lua.

De manhãzinha seus braços me pegando pela cintura...


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Único Tom

- Jacqueline Collodo Gomes

(Para o meu querido)

- Narração de um abraço

De manhãzinha
Seus braços me pegando pela cintura
dando bom dia
envolvendo-me em ternura...

as flores do quintal são testemunhas
de como nos fundimos puramente
à luz que entra suave pela janela
no início de um dia inerente...

quieto como nossas almas
pacífico como o nosso amor
como o toque do teu rosto em meu ombro
como o passar da pele em dança leve, um tenor

mais um ponto do encanto que escrevemos
no universo que escolhemos e entalhamos
e eu me viro pra me encontrar nos teus olhos meus
teu queixo me ampara e levemente dançamos, dançamos...

09/04/2012, 21:24.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Minha herança da vida é o que eu deixo a mim mesma.



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De e-mails e Heranças

- Jacqueline Collodo Gomes

Minha herança da vida é o que eu deixo a mim mesma.

Mais de 400 e-mails apagados.
06 rascunhos nunca completados.
- Assuntos alterados ao serem enviados.
(Alguns que nunca foram e não serão...)
Pra quê guardamos tantas coisas assim?

Palavras amotinadas, passadas
já não servem para serem trabalhadas...
Com que fim?

O que é que queremos guardar de verdade?
O que é que devemos, em fraternidade?
O que temos guardado, então?

Que notas colocamos aos tablados,
sentimento preferencialmente gerado
que nos põe parte à parte de uma humana canção?

O que é que eu quero ser com tantas palavras deixadas...?
O que é que estas palavras fazem, de fato, por mim?

Minha herança da vida é o que eu deixo a mim mesma.

---

Palavras passam... Ações ficam.
Somos uma ação contínua.

09/04/2012. 20:56.

terça-feira, 10 de abril de 2012

...à moda de viola, Ukelelê e natureza,...





Image: Margan Zajdowicz, from: sxc.hu

Re-nov-ar

Jacqueline Collodo Gomes

E dance, e dance, como o Ukelelê lhe inspira...

Meu cantinho simples,
à moda de viola,
Ukelelê e natureza,
fora a atônita estranheza
de que se possa viver assim...

...traga seu melhor sentimento
um conjunto de dedilhados momentos
em que canta o Ukelelê, sem fim.

10/04/2012, 00:27.

E se eu pudesse dizer de tudo o que me arrependo...



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Resoluções

Jacqueline Collodo Gomes

E se eu pudesse dizer de tudo o que me arrependo...
Fragmentos e Fragmentos...
que não são nada. Nada mais, a ninguém.

Faço-me em borboleta.
E liberto-me, em borboleta, também.

Alívio. Alíviooo...

10/04/2012, 00:01.

Menção à homenagem...

Menção à homenagem que me foi ofertada, com o meu Muito Obrigada!

Clique para ler direto no blog:


És Mulher que te achas menina,
mas de menina não tens nada...
vejo a tua maturidade
a tua cabeça bem arrumada,
com discrição exemplar,
quereres e sentires seguros, (cont...)

domingo, 8 de abril de 2012

Histórias de Coelhinho

Image from: sxc.hu

Histórias de Coelhinho

Há algumas horas minha mãe passou a mão nas lembranças e lançou o comentário diante da pia das louças do jantar: "Quando vocês (eu e meus irmãos) eram pequenos, a gente fazia a brincadeira de que o coelhinho trazia os ovos de chocolate e colocava debaixo da cama. Lembra?"

"Eu me lembro", eu emendei, com toda a ternura da lembrança de me abaixar para procurar o coelhinho antes que ele pudesse ter fugido, e em seguida constatar com tristeza que o reflexo eufórico do meu movimento curioso não tinha sido eufórico o suficiente para flagrá-lo; como se na verdade eu estivesse me assistindo e não somente vivendo o momento. "Eu sempre olhava debaixo da cama, tentando vê-lo deixando os ovos de Páscoa".

Meus cabelos curtinhos, minhas mãos curtinhas, meus braços curtinhos, meus pequenos pezinhos, e uma grande, grande vontade de ver o coelhinho! O lençol branco da cama que ficava a uns 10 centímetros de tocar o chão e deixava a luz passar por debaixo um pouquinho... Eu o erguia num impulso e abaixava a cabeça bem rapidinho, meus cabelinhos esvoaçavam e eu nem tinha que me curvar tanto, com uns quatro ou cinco aninhos somente... Luz branquinha iluminando o piso de taco, mostrando a parede branca do outro lado iluminada pela luz da janela, e que me fazia acreditar que me mostraria o coelhinho, que eu ia mesmo  vê-lo. Um coelhinho branco, que eu só queria mesmo poder acariciar.

"Naquele tempo, não tinha maldade. E as pessoas não achavam isso uma coisa ruim, nem criticavam", minha mãe comentou enquanto eu ainda assistia a lembrança no cinema da mente.

E com um suspiro desapontado estava legendava a cena. Ia ter que ficar pro outro ano, de novo, eu encontrar o coelhinho. Mas ele não perdia por esperar pelo ano seguinte! Eu tinha certeza que na Páscoa seguinte eu é que ia surpreendê-lo.

Mas foi mesmo o contrário. Além dos Ovos de Chocolate tão gostosos, o coelhinho também foi me trazendo poesia em pozinho de pirlimpimpim, e só agora, anos mais tarde, eu pude ver como as histórias inocentes como a do coelhinho fizeram bem para mim.

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Pelo dia de Páscoa, meus cumprimentos a todos! Alegria, paz, e muitos chocolates pra quem pode comer, rsssssss.

Quero levar minha vida nas notas do Ukelelê

Um momento de Ukelelê, Poesia, Reflexão e Diálogo interno. Por que tem horas que a gente tem que fazer isso, senão a cabeça e o peito explodem! 

Image: Michal Koralewski, from: sxc.hu

Nas notas do Ukelelê

- Jacqueline Collodo Gomes

Quero levar minha vida nas notas do Ukelelê
Chutar a água da beirada do mar que brinca encontrando os meus pés
Ver as gotículas no ar se fundir com uma vida nova que posso ter
Aquela do horizonte bem à minha frente, que me sorri, todos os dias

E que quando abro a janela, me faz sentir especial
Lançando qualquer coisa de milagroso que abra um espaço de paz no meu coração
Quero todo o potencial da nova visão do amanhecer
Que mesmo sob as tristezas humanamente envolvidas, se faz acontecer

Abracem-me estas notas que eu não quero deixar!
Que esta alma tão passada em ralador necessita se curar!
O sussurro da leveza sempre tem lugar ao meu sofá...
Mas se quiserem ver ao contrário, que posso fazer, senão os deixar...

... que eu só tenho que provar a mim mesma sobre o que penso
Nossa alma nunca vai ser transparente o suficiente para algumas exigências da vida...
Mas esta noite, e este dia, eu quero levar tudo a um nível diferente
e deixar que as notas do ukelelê me abracem e me façam dançar em simples estado contente

07/04/2012, 22:24


Larga a cestinha de flores ao chão, onde o ardor da calçada é grande.
Cozidos instantes, murcham os brotinhos dos vasinhos da cestinha.
Por que desistir da sombra da árvore próxima, menina?
Deixar o trabalho que lhe encaminha?

O que de tão longe e profundo tu já vistes pra te pesar estes olhos, assim, tão tristes?
Menina, ouça agora, lá fora, a música entoada por você!
Pela Felicidade que é certa, insiste!

07/04/2012, 22:28.


Toma a cestinha de flores na mão, com um sorrisinho quase inteiramente nascendo.
É difícil não se importar com o que está doendo.
Mas na verdade um lado só não pode erguer uma construção dupla.
Segue, então, a pequena vendedora de poemas em pétalas, para sua versão única.

Vai sorrindo, menina! Vai sorrindo!
Que as notas do ukelelê querem te ver renascer!

07/04/2012, 22:40.

Image: Sam LeVan, from: sxc.hu

...que as notas do ukelelê me façam tirar a lupa de sobre os acontecimentos que machucam.

...que as notas do ukelelê me façam dar todo o espaço para as pequenas alegrias da vida.

...que as notas do ukelelê me abracem e me façam dançar em simples estado contente.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Escreve!

Mais de 5000 visitas no Ah, Poesia!, 102 posts (contando com este) publicados; publicada na 1ª Edição Impressa do Jornal O Equador das Coisas, e ganhei um Tsuru (origami)... Semaninha de coisinhas felizes! =)


O Equador das Coisas: 1ª Edição Impressa do Jornal O EQUADOR DAS COISAS: "Quem diria, heim?! Um blog que nasceu de uma atividade na faculdade de Jornalismo, hoje já com quase 5 anos de existência e agora com uma versão impressa, ganhando novos leitores e amantes da boa literatura pelo mundo agora. É com muito prazer que apresento a Edição Nº 1 do Jornal Impresso de Literatura e Arte O EQUADOR DAS COISAS, recém-saída do forno e pronta para ser degustada, lida, colecionada, reverberada por todos os iraquarenses, chapadenses, brasileiros e cosmomundiais. Meus agradecimentos sinceros aos poetas, escritores e artistas em geral que enviaram seus textos para a seleção da edição primeira." Leia mais em: http://oequadordascoisas.blogspot.com.br/2012/04/1-edicao-impressa-do-jornal-o-equador.html


Image from: sxc.hu

Mesmo que amanhã esteja no passado... Escreve!
As palavras do teu ontem sempre serão o presente no futuro de alguém.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Eu te vi escrevendo poemas dedicados a mim

Mais de 5000 visitas neste humilde lugar à sombra de uma cerejeira... Muito obrigada, amigos visitantes, poetas, sempre bem-vindos! =)





Image: Nino Satria; from: sxc.hu

Silhueta

Jacqueline Collodo Gomes

Eu te vi escrevendo poemas dedicados a mim
Captando o mesmo sorriso da noite anterior
Quis correr e roubar teus escritos, senti-los
ou esperar o momento oportuno de descobrir, sem favor

Eu te vi, silhueta e poetrix que completa a minha existência
Teus suspiros de homem, fiel permanência
E queria estar no lugar do papel à abrigar a mão firme
Ter acesso aos teus declives mais íngremes...
E o meu nome escrito pelo ouro de tua alma!
Palavras do misto de contos assistindo tal pauta.

00:38, 28/03/12.