quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Repete os mesmos mantras com que sustenta sua natureza



















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Destoa

Jacqueline Collodo Gomes

Nega a seus sentimentos.
Torna-se frieza.
Repete os mesmos mantras
com que sustenta sua natureza.

Sim, exatamente desta forma
vá seguindo, aço e espora.
Coma desta mesa.
Mas não encare os pratos sujos com estranheza.

23:55, 26/12/2012.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Eu acredito no particular especial


















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Eu acredito no particular especial. Feito para uma fresta, festa do único a dois, entre olhares e testas.
Eu acredito nesta vontade e força interior de se existir, e existir para os outros. Estar no lembrar - um incentivo, e no primeiro pensamento pela manhã. 
E esta ânsia de alcançar tua retina nunca se cala, nunca se cansa, nunca se deixa parar.
Incorrigivelmente acredito. Na qualidade que não se precisa mostrar. No secreto aguardado a se viver.

Se não houver o acreditar... Não adianta mais.

20/12/2012, 04:00.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

E a cada cílios que do segundo faz sua fugidinha...














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Feita de Poesia

Jacqueline Collodo Gomes

Eu gosto de ser feita de poesia.
Eu não preciso falar nada. Explicar nada. Citar nada. E nem ninguém.
Levantar bandeira de autores. Vasculhar os perrengues da língua portuguesa.
Nem ditar se o céu tem cor de framboesa. Amora ou sabor de arroz doce.
Se as estrelas são uma farofinha solta pelo clima...
Dos braços esticados, um ao outro,
E a cada cílios que do segundo faz sua fugidinha...
Eu sou feita de poesia.

12/12/2012. 02:36.

E os barquinhos de semente que me lembra a Amazônia

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Árvores

Eu ando tão quieta. Quero só a companhia das árvores, da umidade de onde elas estão e do ar mais leve, respirável, reconhecível, para o qual o olfato se abre e se agrada do amaciar, do refrigerar, do preencher, do ligar o que não se sentia acionado. Uma cidade-árvore com suas raízes terras, com seus caminhos galhos, os mais finos com a melhor visão, a melhor altura e ar, o mais doce ar-respirar-hálito, tênue de nuvens mergulhadas no oceano azulíssimo-céu. As nuvens de touquinha de banho à beira dos clarinhos frescos tons no azul total. E os barquinhos de semente que me lembra a Amazônia. Cabelinhos curtinhos de grama. Terra avermelhada e nutrida que conforta os pés, as mãos, melhor que geladeira.
As árvores são as melhores conselheiras.

04/12/12, 16:20.

...
Parabólica instalada. Germinado verde em terra deserdada.
E agora a árvore tem uma rede para descansar.

Que bonita mão-arame em levitar!
[.]

"... Já germinado significa algo que brotou, logo, é claro que não se aplica a edificações."

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

...brisa virando água gelada...



















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Mais uma vez

Jacqueline Collodo Gomes

Foi uma onda, assim
trazendo um novo aroma
desavisada, brincando escuna
brisa virando água gelada
e passou. Passada.
Ficou a face baixa,
o choro em faixa
e a falta de lugar.

12/12/2012, 02:12.


Velha ventania

Jacqueline Collodo Gomes

No papel em que puseste os traçados do meu rosto
quem te disse "a própria milha"?
Quem te disse "Mór assombro"?

Quem te disse que podias? Quando o meu nome destacado,
quem te disse "tronco e enfado"?
Quem te disse "agonias"?

Uma velha ventania
testando a bons troncos.

12/12/2012, 02:20.

Falando com um amigo

- Eu com fome. comendo arroz e pizza. Pizza de mercado, sabe como é? Aquela ligeira camada de massa com uma ligeira e quase inexistente camada de cobertura.

Só as calorias não são ligeiras.

sábado, 17 de novembro de 2012

Eu e uma grande, imensa, inquietação

Uma grande, imensa, inquietação

Jacqueline Collodo Gomes

Ligo o modem com cautela tentando minimizar os sons. São duas horas da manhã. Eu e uma grande, imensa, inquietação. Que o artesanato não pôde conter. Estava a rasgar meus braços por dentro, querer tirar os tecidos de sobre a pele, virar a cama de ponta-cabeça, deixar o quarto com um vão para as estrelas - sem as janelas (e janelas pra quê? num momento desse). É a tal grande, imensa, gigantesca inquietação, que esteve atrás de mim o dia todo, feito sujeito reclamão brigado com a vida, soprando, soprando pra me deixar irritada. Mas eu só continuava andando, deixando essa coisa tocar sozinha.
São questões desocupadas. Querem ralhar com a vida. Apagar traços de qualquer sorriso. Deixar a alma deprimida. 
Se eu estivesse agora em uma daquelas cidadezinhas dos filmes, em que os mocinhos podem sair para caminhar pelas ruas durante a madrugada, seguros, serenos, despreocupados, vendo as ruas sob o pano da noite, em companhia de suave brisa, eu estaria caminhando lá fora, observando as árvores e o movimento que as guia, deixando que a noite me embalasse no compasso com que coloca tudo no lugar e em harmonia.
(Já que eu não sou personagem de filme, escrever então é uma dessas cidadezinhas.)
É um momento bonito demais pra se deixar sufocar.

02:54, 17/11/2012.

domingo, 4 de novembro de 2012

Eu quero uma lua nova pra poder olhar

Uma lua nova

Jacqueline Collodo Gomes

Eu quero uma lua nova pra poder olhar
Que não me remeta às telas já levadas pelo ar

Que me dê novos aromas
tais somas do carinho teu
guardado de chaves, secreto
elo de quem prometeu

E se eu vasculhar ao redor
os traços do algo maior
é você que eu vou avistar?
Pedindo ao mesmo luar?

04/11/2012, 02:40.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Hoje eu fiquei olhando o temporal

Temporal

Jacqueline Collodo Gomes

Hoje eu fiquei olhando o temporal.
O que é que as pessoas querem, afinal?

A gente se prepara, e gasta
pra tomar nas mãos tal vazia pasta.

Será tudo mentira? Tudo armado?
A vida se equipara - é o mercado?

E em bifes e bifes se vende sonhos.

E em bifes e bifes se dispersa sonhadores.

31/10/2012. 01:54.


Conta-gotas não faz soma - alma.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Brasília sempre teve tons de cinza...

Minha Poesia para o concurso "Brasília é uma Festa" 2012, infelizmente não selecionada entre as premiadas.


Brasília Vizinhança

- Jacqueline Collodo Gomes

Brasília sempre teve tons de cinza
nas aquarelas de minha mente de criança
que imaginava também os imponentes prédios
com seus vidros refletindo a vizinhança
crescendo ao redor, inerte aos assuntos de gabinete,
preocupada em afazeres e andanças.

- Brasilienses colorindo a séria vista
e às sisudas figuras imponentes depositando verde esperança.

domingo, 28 de outubro de 2012

...da conversa à calçada sem o contar de instantes...














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Anúncio Ambulante

- Jacqueline Collodo Gomes

E o anúncio ambulante pedindo
alguém para sentar à calçada, de Domingo
no fim do dia, na entrada da madrugada...

A tecnologia das almas desconectadas
- umas das outras, e do momento importante
da conversa à calçada sem o contar de instantes.

Segurar nos olhos as cores vibrantes
das palavras trocadas, da alegria somada
que serena mentes e esvazia das dores.

28/10/2012. 00:59.

Chame pessoas para conversarem sentados à calçada. Sem pressa, sem pressão. As pessoas quase não fazem mais isso...

sábado, 27 de outubro de 2012

Morar em sobrado é...

Nota

Jacqueline Collodo Gomes

Morar em sobrado é
perceber, quando se está cansado
o quanto a parte de cima da casa
fica longe da parte debaixo.
Degrau. Degrau. Degrau...

Até subir escada vira reflexão.

02:21. 27/10/2012.

Clique para ver

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Depois dos formados arabescos


















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Formados Arabescos

Jacqueline Collodo Gomes

Depois dos formados arabescos
em que você dá às mãos com o outro lado da volta e a forma
fica a integridade que atravessou os borrões
e conseguiu deixar um desenho limpo.

De tudo o que for ditado
se feio, torto e que instigue reação
esta marca é o que mostra a realidade de intenção.

01:53. 25/10/2012.

...mas neste canto de cesta



















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Trabalhadas palhas entrelaçadas

Jacqueline Collodo Gomes

Talvez eu não seja o detalhe da tela
em que mais os pinceis se dediquem em ressaltar
mas neste canto de cesta - trabalhadas palhas entrelaçadas
desenhando-me pernas, tronco, mente e coração
cuido uma cama de nuvens para o pousar de olhos sinceros
que tragam a verdade por veios, por terras, por mãos.

01:59, 25/10/2012.

(Clique para ver)

domingo, 21 de outubro de 2012

Eu tentei. Para além de mim mesma.














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Eu tentei. Para além de mim mesma.

Jacqueline Collodo Gomes

Eu tentei. Para além de mim mesma.
Fiz mal propaganda de mim.
Disse coisas que não soube remediar.
Tentei despistar as mordidas internas.
Achei que este amor me pudesse ajudar.
Fui negligente com o que podia ter aceitado.
Descuidei-me completamente no engano do cuidado.
Não fui para lugar algum. Não fui o que sou.
Feri-me muito e fiz ferir também.
Ignorei a estranheza sentida. A incômoda lida.
Achei que era questão de me acostumar.
Menti para mim mesma na ingenuidade.
Inocência de pertencer pelas tentativas.
Não foi assim. Não é assim.
Não é só por boa vontade que se decide.
As emoções reagem.
Reflexos em que de repente não se reconhece.
Fui por onde não devia ter andado.
Deixei de me olhar.
Tudo fugiu das mãos. Instantes equivocados.
Porções de hostilidade.
Forçar de fragilidades.
Alma pela metade.
Cansaço. Exaustão.
Um olhar de claridade: Eu sou limitada.
... só. Não posso mais.

03:23, 21/10/2012.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Às vezes quando te dou o meu amor...

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Quando te dou o meu amor

Às vezes quando te dou o meu amor eu não sei o que esperar. Parece tudo tão longe do seu coração... Ou sou eu que ainda estou no fundo da sala?
Às vezes quando te dou o meu amor eu só queria que você pudesse ser agradável. Que o instante pudesse ser agradável. Que a vida pudesse ser agradável. Mas já não sei, não entendo, quê você pensa dos instantes, ou se há coisa agradável nesta vida.
Às vezes quando te dou o meu amor... Eu só queria que você o recebesse, assim, com as palmas das mãos abertas... Guardasse e me fizesse cafuné. Com os olhos. Com a mão nos meus cabelos. Ser tua menina, ser tua amada, no cafuné dos olhos e do coração.

04:50, 19/10/2012.

Me diz que eu não devo chorar.
Que suas palavras são diferentes mas dizem deste mesmo gostar.
Deste mesmo gostar, assim, tão simples. E ponto.

domingo, 14 de outubro de 2012

Eu esperei que aquelas mãos ficassem menos ásperas



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Fator Veludo

Jacqueline Collodo Gomes

Eu esperei que aquelas mãos ficassem menos ásperas.
Não foi assim. Não aconteceu.

E eu não podia lhe dar mais palavras do que à ocasião convinha.
E lia isto também no olhar revidado ao meu.

Foram faixas e faixas de trechos de Shakespeare.
Final de evento, frases pensas pelo salão...

Não. As mãos não podiam ser nunca suaves
como o aveludado cetim iluminado
dono deste inocente coração.

14/10/2012, 01:17.

sábado, 13 de outubro de 2012

Eu não levo amores como troféu














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Feitos

Jacqueline Collodo Gomes

Eu não levo amores como troféu.
Não entalho nomes, não guardo altares.
Passaram-se. Foram-se.
Deixo-os ir.

Espaço tem ao que se há de convir.
Espaço só nosso.
Nada de namorinho pro olhar social.

Gabar-se de gente
é passar pelo meio dos dentes:
trabalhar de fio-dental.

06:26. 13/10/2012.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Mulher, com um mundo girando no Universo do peito













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Oceanos Inteiros

- Jacqueline Collodo Gomes

Mulher, com um mundo girando no Universo do peito
Oceanos inteiros que repaginam ermos
É o encanto da valsa
As cintilas no valsador

É quem estende o passar, quem floresce os canteiros
Tem as notas singelas e um refrão inteiro
Para vestir a nobreza que se encorajar de seu amor

Um mundo inteiro pode amar
Mas ninguém ama como a mulher que traz no peito o seu próprio mundo inteiro.

11/10/2012, 00:50.

Beba minhas entrelinhas













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Singelas Metades

- Jacqueline Collodo Gomes

Beba minhas entrelinhas.
Às vezes eu não sei me pôr em descrição.

Mas, se as janelas abertas para a verdade da minha alma te importarem mais
no encontro das linhas importantes
- as suas e as minhas
nos acharemos, então.

Eu, tua singela metade.
Você, a melodia da canção.

00:57, 11/10/2012.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

E que o sol tivesse conhecido o gelo.


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E assim, eu preferia...

- Jacqueline Collodo Gomes

Eu preferia que tivesse nevado.
E que o sol tivesse conhecido o gelo.
Eu preferia sorver todo o orvalho
colhido pacientemente em pontas de dedos.

E eu preferia ter saído de manhã sem o agasalho do frio
Passado em meio a um movimento de terra, coral e pó
Ver o floral café tomado, desconhecido, outrora
sorriso reluzindo aurora.

E eu preferia ter de tecer os mil tecidos do mundo
e unir, uma a uma, colchas, em linhas e trilhas
E que não houvessem profundos
O sondar a se conhecer, e as partilhas

Do que esta dor escarlate, descida em unhas
levando-me por dentro, acordando os vapores
pares desiludidos, filas de dores
que eu não tenho quem abrace e quem acolha.

Eu preferia nunca ter sentido nada.
Ter passado sem saber. E olhar para as vias
sem diferenciar. Aos estalados momentos
do âmago, paulatino, sem poder amar.

02/10/2012, 03:17.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Escrever... Abraço de vasto

Mediterrâneo

Eu senti tanta falta do espaço que você me dá.
Nos vãos pelos quais os poros podiam se expressar
Era sua voz chamando do outro lado dos trilhos
E eu sorrindo, em segundos definindo...
É verdade! Quanto tempo faz!...

As ruas se estenderam, e os pneus
sobre elas, apressados, e correram
os homens, os anseios desesperados,
e o encontro da face, tua alforria,
lembrança do que fora um dia...

Escrever... Abraço de vasto
sem fim, sem fim... São versos despreocupados
sempre sorrindo, deitados na brisa,
esteira resolvida,
mergulho em travessias

O mediterrâneo do ombro até as mãos.

24/09/2012. 23:22.

domingo, 19 de agosto de 2012

Nada fica mais bonito que o céu contornando o telhado...


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Do Encontro

Jacqueline Collodo Gomes

Nada fica mais bonito
que o céu contornando o telhado
na umidade da manhã presente.
Um contraste à cor de barro.

Vermelhas telhas num tom apagado
recebendo o Sol, assim, de leve
que espanta o sereno outrora gerado
pelo mesmo caminho que se estende.

São toques serenos de pena na pele.
Carinho do encontro. Um abraço de frente.

19/08/2012, 07:51.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

É tão sossegado ver o parque assim, sossegado

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Uma deixa

Jacqueline Collodo Gomes

É tão sossegado ver o parque assim, sossegado
E as árvores amenizando a luz do Sol de encontro aos rostos
Deixando passar um pouquinho de vento, um pouquinho de ternura...

Varais de luzes coloridas, cintilas leves de bom clima
E a casinha, telhado azul brincalhão
Dando as mãos aos braços, atados da vermelha cinta

Seguros, sonhos e fantasias
Que adornam a visão.

13/08/2012. 00:05.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Teclas sorrindo para estas mãos


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A um toque seu

(Para o meu querido)

Teclas sorrindo para estas mãos
Uma variação dos delírios que a tua entrega me causa
O suave hálito inclinando-me em seus braços, sou ponte
Doces vales e montes que percorremos juntos

Eu posso até me jogar sobre o piano
Sou plano com teus planos
Não há nada mais que eu queira, senão deixar que me envolvas
E ser a noite serena que vem dar descanso ao dia

Sou inteiramente o pulsar pelo teu colo e consolo
Pena a sussurrar à tua escrita
Sou o conteúdo do teu coração e assim o meu
O aquietar de desejos a um toque seu.

22/07/2012, 05:10.

domingo, 22 de julho de 2012

Te amo com o amor que ainda todo não descobri


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Elemento

- Jacqueline Collodo Gomes

(Para o meu querido)

Te amo com o amor que ainda todo não descobri
Te amo no respirar da pele e na suas pequenas gotículas de manifestação
Te amo em cada segundo de vista deserta crendo um minuto lhe alcançar
Te amo ouvindo músicas ou mesmo as composições musicadas do silêncio
Te amo selênio, topázio, arsênio
E enquanto eu te amar eu não estarei só.

22/07/2012, 04:38.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sou a sensação deslizando na pele...


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Pulsação

Jacqueline Collodo Gomes

Eu sou estes braços abertos
deixando cada ponto receber o ar
dos lábios de vasto céu
que o Sol me trouxe hoje

Sou a sensação deslizando na pele
do contorno dos dedos aos cotovelos
ombros e curvas alongando pescoço
subindo vida, veias e poros, todos

Sou o que se ergue, sangue e sensações
Tudo, esta postura, em pé e onde estiver
Acredite! Sou o desfalecer
e também o muro. Rumo. Este ver.

E o percorrido, de olhares e passos
ao menos parcialmente permitidos
são momentos ao infinito lançados
no anseio desta alma de os colher.

19/07/2012. 06:12.

Venha como brisa leve da madrugada


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E mais nada

Jacqueline Collodo Gomes

Venha como a brisa leve da madrugada
pequenos sons delicados de chegada
estalinhos de olhares e gentis lábios
mãos desenhando teu espaço, e mais nada.

Tua face reconhecendo a minha
pele que à sede se alinha
e seja o aquecer para a alvorada
nesta doce sombra formada. E mais nada.

19/07/2012. 06:20

domingo, 15 de julho de 2012

São garimpeiros de um céu fragmentado...


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Vão

- Jacqueline Collodo Gomes

Como podem as pessoas (ainda) quererem
apenas amores de verão
no aturdido e repulsivo som
do comportar-se para tal, então?...

E jogarem sobre um bom jardim
detritos reunidos em solas de sapato
E acharem isto tudo bonito
- um comum bom prato...

Depois vindo a discursar aos outros
direcionamentos que não os conduzem...
São garimpeiros de um céu fragmentado
lâmpadas gastas, destruídas luzes.

Perdidos de verão, velozes contra
o que consideram escuridão. Mas
envoltos das faixas que pregoam
sobre aqueles que querem mais que um vão.

20:27, 15/07/2012.

domingo, 8 de julho de 2012

Quando o mundo me açoita é para você que eu corro. Sempre.


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E o meu querido
- Meia-dúzia de momentos -

(Para o meu querido)

Jacqueline Collodo Gomes

E eu estou aqui, de novo
à mesa deste café
olhando para você
o meu estático querido

Compenetrado e digno
E eu me debruço e o fito
- Queria levá-lo comigo
que a vida tem sido injusta...

Atende ao instinto e me busca!
Pega essas mãos que são suas!
Minha mais doce figura!

Meu querido, tão doce e distinto
desde a primeira linha tenho lhe dito
conhecer por teu nome a ternura.

23:51, 07/07/2012.

Quando o mundo me açoita
é para você que eu corro. Sempre.
Você cobre minhas vertentes.
Dá-me talento e honra.

E eu te beijo em uma página.
E eu te nino, cílios meus.

23:54. 07/07/2012.

Peço-te, então, Alessandro
que não se minem os teus planos?
Peço-te mais que as veias
gritando veios teus?

07/07/2012. 23:56

E eu estou. E eu estou
bem abaixo da tua sacada
quero vê-lo, madrugada!
Quero ter teus ombros meus!

Vem cantar-me, serenata!
Que a noite trouxe a prata,
e o coração chama Alessandro aos planos teus.

07/07/2012. 23:58.

Senhor do meu Rubi.
Senhor do querer meu.

07/07/2012. 23:59.

Eu nem preciso dizer.
Eu nem preciso falar.
Você conhece o que as areias fizeram
às pegadas que vão lhe encontrar.

É por isso. Isso.

00:02. 08/07/2012.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Tem uma voz sempre rindo, e rindo

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Extrato Sombra

Tem uma voz sempre rindo, e rindo
Atrás da bica, da água fluindo

Respingos no vidro
adornado de fita

Laço torcido
que aos cartazes evita...

Desfios caminhos
de um acuar sentido.

04/07/2012. 21:40.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Duas e meia da manhã. Eu comendo macarrão.


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Outro dia de oscilações

Jacqueline Collodo Gomes

Duas e meia da manhã. Eu comendo macarrão. Molho rosê, queijo, arroz e batata-palha. Depois de um dia de tonturas, uma resposta sonsa, uma vontade de partilhar aquém.
...
Outro dia de oscilações. Que colocaram de lado os contatos - hoje todo mundo me pôs "na espera". Mais de uma hora! Coisa triste. Pobre dela!
...
Uma vez só eu me lembrei... Fortemente... Tento sempre não pensar, como um não existir... Porque talvez eu não pudesse mesmo fixar os olhos. Mas, uma vez eu me lembrei, fortemente... Do quanto me desliguei de sua imagem. Capa cerrando folhas de consolo - você sempre me segurou. Foi ensino da vida? As coisas são mesmo assim? Você tem a métrica exata? Traz algo nas mãos ao bolso, por mim? [...]
Eu percebi um certo dinamismo. Tão real quanto o que havia nas folhas, no consolo, na métrica... Nas madrugadas.
...
São oito da noite. Quem me dera comer um macarrão agora.

20:05. 02/07/2012.

domingo, 1 de julho de 2012

E a música não está tocando só de si mesma


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Ode

- Jacqueline Collodo Gomes

E a música não está tocando só de si mesma
uma letra isolada, tarja do seu autor
Ela está falando de nós
Ela está falando de nós, agora

Do dia em que você a cantou para mim
Proclamando ênfase e iniciais
Toda a visão que se tinha daquele vagão
Em som das Cranberries que não se veem mais

E a frequência solta desta coisa pacífica
Foi você entrando de novo...
Linhas bonitas que podiam ter sido escritas
Vivo, de novo, o rompido coro.

30/06/2012. 23:42.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Chore todas as lágrimas do mundo / Angústias não são conexas


Image from: sxc.hu


Todas as lágrimas do mundo

- Jacqueline Collodo Gomes

Chore todas as lágrimas do mundo
Rompa este compressor besouros consumo
Avançar de médias que não se sabe valer

Apague. Apague o que lhe ficou seguindo
Faça ejetar a maldita dor do estar parindo
E um canion longo, caindo, caindo...

Qual a peça que sobra, agora, à mesa?
Tem cor laranja? Frescor e cereja?
É só um amotinado, buscando algo de se ver.

28/06/2012. 23:52.


Nada mais, comigo

- Jacqueline Collodo Gomes

Isto vai te melhorar por dentro?
Maquininha de produzir acalento.
Só uma folha de papel e um giz colorido...

...gritando abrigo.
Papel branco deixado.
Nada mais, comigo.

28/06/2012, 23:55.


E Angústias...

- Jacqueline Collodo Gomes

Angústias não são conexas.
Se fossem, seriam peripécias
e não angústias.

28/06/2012. 23:56.

Image by: Vjeran Lisjak; from: sxc.hu

Se a esperança for uma pequena pena...
Que seja, então, a pequena pena.

23:58. 28/06/2012.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Tudo é tão comum em terra visceral. [...] E para quem está à estrada?

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Em terra visceral

Jacqueline Collodo Gomes

Tudo é tão comum em terra visceral. Mãos à testa e expressão vencida, o dizer que eu não faço parte disto.
Uma afogada caixa de lembranças. Uma cortina que se põe ao mar. Que cena desesperadora. Cortina longa, não ancora. Onda em onda, superfície, sem ar, pano... Preso, pano, pesado... Ar... Ar.
Ar - eia... Pés. Respiro. Retirada fibra, conjunto têxtil. Mar verde em espumas.
Tudo é tão comum em terra visceral. Mãos à testa e expressão vencida... Vencida... Do dizer que eu não faço parte disto.

20/06/2012, 00:45.


Image from: sxc.hu

Água-limão

Jacqueline Collodo Gomes

Tantos limões para uma limonada
E para quem está à estrada?
De repente se vira limão?

Quem te disse, vida, que podias me espremer?
Quem te disse que eu queria cor em outro ser?
Quem te disse que podias me pôr sabor
na sombra do inverno, forno em grau ardor?

Quem te disse se já fui planta um dia?
Quem te disse de qualquer coisa que se guia?
Quem te deu licença pra escrever em minha testa
marcar pontos, traçar retas - meta estética?

Estúpida! Estúpida! Estúpida!
Desprezo-te porque me reprimiste quando eu era semente
Repudio-te, repudio-te! Por toda acidez transcendente.

Eu não sou limão, vida estúpida!
Eu cai de um caminhão... Mas foi do Carro da Canção.

20/06/2012. 01:00.

Este desenho é assim, claro... Uma flor e um coração tão raro...


Image from: sxc.hu


Manualidades

- Jacqueline Collodo Gomes

(Para Arlequim)

Se você quer pôr uma borboleta em minha mão,
eu deixo... Fico olhando o teu aproximar
Palma acessível ao teu cuidar
Sem movimentos bruscos, só...
Suave... Renda, drapeados
Habitat.

Este desenho é assim, claro
Uma flor e um coração tão raro...
Eu sento na grama, de lado
e sou folha com folhas ao ar.

Eu só não sou uma expedição inteira.
Mas, se você quer pôr uma borboleta no olhar
eu deixo... E será um tão único lugar!

01:23, 20/06/2012.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Não me deixe nunca pedir que o dia não amanheça

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Elo

Jacqueline Collodo Gomes

Não me deixe nunca pedir que o dia não amanheça. Que, se eu não suportar a vida, você a suporte por mim. E que o montado jogo de damas posto à mesa tenha sempre este sabor de sobremesa, de nos fazer divertir assim.
E que, quando minha mão falhar ao lápis, você a segure. Ajude no completar das formas que devem existir. E mesmo se a dor da vida me fizer deitar, como agora, encolher-me e contar hora, que você nunca desista de cantar a sua canção por mim.
Eu sou um conjunto de peças que por alguma razão não se reuniu. Sou também a seresta refletida no gingar do rio. Eu sou os traços que unem teus dedos à mão. Sou a conclusão. Tudo o que te precisa, teu pousar em nação.

14/06/2012, 23:32.


Descem as lâminas exigindo mais que a vida




Image: Vjeran Lisjak, from: sxc.hu


Crítica

Jacqueline Collodo Gomes

"Podia ter sido melhor"
Remexe a alma com pá de carvão
Garboso feito de um público impiedoso
Pesponto por trás da amotinação

"Podia ter sido melhor"
Descem as lâminas exigindo mais que a vida
Cretino mover, desatino em rima
Que fica e fica, até o amanhecer

E os teus ossos sentem
A dura crítica do coro abrigado
Queimando em rumo desavisado
Que não se sabe conter ou encerrar

Já não lhe basta o suor dos teus planos?
A dura cerviz de não contar danos?
Que mais você quer, jugo maldito?
Quer o chão, o escorar da tontura, onde resisto?

Que mais você quer, solo tolo, ingrato?
Que mais você quer? Quer a saga servida em prato?
"Podia ter sido melhor" - sua faixa maldita?
Que escola você rendeu pra colocar isto em fita?

14/06/2012, 23:16.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Apenas me faça rir. Mesmo que o dia lá fora seja triste.


Image from: sxc.hu

Apenas me faça rir

- Jacqueline Collodo Gomes

Apenas me faça rir.
Mesmo que o dia lá fora seja triste.
Mesmo se a cidade estiver protestando.
Mesmo se algum ditador pôr em prática seu plano
causar tumulto, uma guerra, infindos danos...
Aqui dentro... Apenas me faça rir.

Mesmo que o vento sacuda portas e janelas.
Mesmo que neve onde nunca costuma nevar.
Mesmo que o telhado se desprenda, estremeça
e haja ameaça do mundo acabar...
Aqui dentro... Entre nós... Apenas me faça rir.

Que se apaguem os rastros e não existam caminhos!
Silenciem-se as estrelas, à sua conexa luz!
Anulem-se as histórias dos povos, todos, todas elas!
Que tudo se exploda! E não se narre mais jus!
Mas, aqui dentro, entre nós... Apenas me faça rir.

11/06/2012. 00:25.


Como que por alguma gaveta, perdida...


Image: Céline Mackowiak; sxc.hu


Onde é que eu me coloquei esses dias?

Jacqueline Collodo Gomes

Onde é que eu me coloquei esses dias?
Como que por alguma gaveta, perdida...
Movida, então. Eu não tenho gavetas no quarto.

Assim, talvez eu esteja entre os veios do grafiato
pelos declives sombreados que a tinta não alcança...

Ou, vai ver, eu me guardei na sua gaveta
para estar com você pelo menos em algum momento do dia.

Ou mesmo, somente nas mãos do trabalho. Na profissional.
Na "qualquer coisa que faço" para o público. E tudo.

Mas, bem longe da que toma este assento, hoje.
E da que tenta dizer as coisas que precisa segurar.

Bem longe desta peça desconfortável ditando mapas
medindo terras, vendo serra se inclinar ao mar.

Bem diferente da que já não temia alforria
e já não se rendia ao constrangimento do não merecer.

São retoques em uma velha foto? Partículas da paisagem antiga?
Onde é que eu me coloquei esses dias? E, onde eu estou, na vida?

24/05/2012, 20:30.



sábado, 9 de junho de 2012

A maior e mais importante história a ser escrita...

Image from: sxc.hu

As questões que não somem...
...o que há para acontecer

Jacqueline Collodo Gomes

Um escritor tem que escrever. Exercício. E muito já me desfiz da realidade pela fantasia. Mas as questões não somem. As questões da vida, e as pessoas que sofrem por nós, à nossa espera, não somem só porque escrevemos um texto e exercitamos a escrita. A maior e mais importante história a ser escrita por um escritor é a dele mesmo. 
E não se utiliza de caneta de solidão. Vivendo é que ela acontece. Confraternizando, socializando, procurando pessoas, tocando a vida, alcançando a arte do ir, vir, ouvir, dizer, perdoar, crescer. Tudo isto fora de uma tela, ou do papel em que a gramatura impera. No cara-a-cara. No colocar palavras em movimento. No traduzir em ação e gestos o que coloca o brilho no olhar. E assim o enredo vai acontecendo. Há os coadjuvantes, depois o que será par ao principal. Espetáculo ligado 24hs do dia para o Universo assistir. Para além das nuvens já garantiram a pipoca. Páginas em que o próprio autor coloca um marcador de fazer momentos serem destacados e eternizados.
Mesmo que muito se esconda e na sua técnica tente se convencer. A realidade ainda estará a sua espera. Não dá para ditá-la com régua e dissertação. E sua melhor história pode acabar nunca nascendo por não fazê-la simplesmente acontecer.

07/06/2012. 04:56.


Abaixo, um momento suave e engraçadinho, especialmente para quem está enfrentando o frio do interior de São Paulo - e que frio! Bom Sábado!


Sobre títulos

- Por que é tão difícil dar título a uma poesia ou texto?

- Não acho difícil dar título a poesia, respondeu-me o amigo poeta.

Sentindo aqueles segundos constrangedores de se ser o único exemplo do comentário de ocasião, respondi:

- Ah! Que sorte você tem, então. Eu às vezes empaco... Escrevo algo sem título e depois o título não vem. Fico olhando pro texto como se ele fosse me contar como se chama.

Dilema de se estar à mercê da escrita.

09/06/2012, 00:03.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Se a noite não foi gentil, assopro teus pensamentos


Photo by Margarit.Ralev.Com, from sxc.hu

Eu serei a resposta

- Jacqueline Collodo Gomes

Inspirada na canção Answer, Sarah Mclachlan

Um primeiro traço no beijo suave de bom dia
face desenhada na resposta ao fim do dilema

Meu tronco - base para você habitar
Teu teto,  meus braços

Se a noite não foi gentil, assopro teus pensamentos
faço lavar a mente para o importar, um na vida do outro

E pernas guiam-nos para uma manhã do sempre
do concreto entre cotovelos e ombros

que não nos deixa balançar.
Um procurar delicado e cúmplice.

E eu sempre poderei dizer do precisar-te
mais que numerosos um pelo outro.

03/06/2012. 23:57.



Adeus, Domingo sofrido

Image from: sxc.hu


Adeus, Domingo sofrido

- Jacqueline Collodo Gomes

Hoje é Domingo - pé de cachimbo!
Cantiga infantil. A criança sorriu.
Coloque roupa nova. Branca, lavada e solta
que a emoção agora é outra.

Pés, pernas, e um contundente caráter.
Hoje é Domingo. Sorvete caindo
sou eu sendo eu mesma.
Longe do que não vê além de pernas.

Sem signos mais. Sem mais sinais.
Porta encostada. Fresta animada.
Sou eu sendo o que sou.
Brisa e melodia mansa. Estou.

Adeus, velho Domingo, de rimas em pingos.
Adeus, antiga ruga sofrida e capataz.
Adeus, palavras sem atitude.
Adeus, malícia em altitude.

Adeus, Domingo sofrido.
Adeus. Porque eu, eu
sou um par de asas tênues
gentileza que não se pode ler com lente fugaz.

03/06/2012. 23:41.

sábado, 2 de junho de 2012

Tem quem tenha poesia na veia. Faísca.

Image from: sxc.hu

Desrazão, com razão

Jacqueline Collodo Gomes

Será que tudo acontece por uma razão? Será mesmo? Suspiro... (um efeito sonoro, com pensamento e caneta de pena). Não. Um completo não para esta questão.
Às vezes, a gente só se tromba nos outros mesmo. Às vezes acaba sendo um imenso atraso de vida. Encontros não planejados, que se não chocados, mais feliz teria sido a ida.
Às vezes tudo uma grande porcaria. Jogados numa mesma ilha. Formando-se matilha. - Chega de rima neste parágrafo!

O popularzão me irrita tanto...! E sonhar, assim, como que tendo batido a cabeça, deixado o cérebro escapar pelas orelhas... Um sonhar tolinho de fundamento, de que tudo tem uma razão, aff! O que é a vida de quem isto afirma? Só maravilha? Será que só eu penso desta forma, então? Que tem coisas que não são um presente para ninguém, que se considere tê-lo em especial por uma única e incrível razão?

Tem quem tenha poesia na veia. Faísca. Fagulha - centelha. E tem quem escreva por uma qualquer desrazão - que em si mesma desconheça.

01/06/2012, 22:06.

Não acredite em tudo o que você vê. Questione. 

Tudo por uma razão? Não. A pessoa é que arruma pra cabeça, mesmo. Rssssssssss.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Amor como o nosso não se explica

Em 16/05/2012, bloguinho soprando velinhas... 01 Ano de Ah, Poesia!
A primeira postagem: Pauta - clique para ler.


Image from: sxc.hu


E se aplica


- Jacqueline Collodo Gomes

Amor como o nosso não se explica.
Sente-se. E se aplica.
É só. Dois navegantes num mesmo coro.

Eu sou a asa branca dançando
dançando ao seu redor, quando
sua mão me alcança. Dois na mesma dança.

Você é. Você é a pedra que alumia
o caminho dos meus dias,
o meu todo, todo em vida.

E nós somos. E nós somos,
à um sentido que nos guia,
fábrica e textura. Clima em poesia.

01/06/2012. 07:41.


"Seus olhos tomam meus detalhes.
Os meus, teus goles de amor."

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Confraria Metrópole: Está no ar

Confraria Metrópole: Está no ar: Nesta madrugada decidi colocar o projeto pensado em prática. E está no ar este espaço para divulgação da arte, da educação, de atitudes tra...


terça-feira, 29 de maio de 2012

...porque a tristeza existe.

Sad

- Jacqueline Collodo Gomes

Eu sou triste
porque a tristeza existe.
I need another history...

21:47, 28/05/2012.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Cena de Livro

E assim eu fico. À dança das impressões. Envolta do não confessado. 
Mas eu preciso viver!


Image from: sxc.hu


Cena de Livro

- Jacqueline Collodo Gomes

(Para quem não me explica nada...)

O que é que você quer aqui? Por que é que não se senta e me diz?
Espaço aberto, olhos vagos... Mirando um lago.
Sórdido aprendiz.

Não vou ser fresta.
Como da janela, esta.
Não vou.

Depois do expôr...
Do falado amor... O que resta?
Um silêncio infeliz.

No qual se imerge os pensamentos
do ter estado ao relento
por algo que tanto se quis.

28/05/2012, 14:36.