sábado, 26 de novembro de 2011

Qual é o papel de cada passo registrado a cada segundo...


Image from sxc.hu - Allison Choppick


E Perpassar

- Jacqueline Collodo Gomes

Eu ainda não me despertei para o que quero de mim
Às vezes indago deste tal lugar onde almejo chegar
Quando as dunas parecem mover-se passando sem percepção
Poeira na brisa, sem convite à participação

Qual é o papel de cada passo registrado a cada segundo
no mesmo chão extenso em que todos pisamos
que nos une nas diferentes distâncias e proporções
- e nos dá a mesma importância? Talvez, para quem a saiba usar

Eu ainda não sei. Quem dera, conclusão de tese fosse
faísca que se joga para o que lhe quer levar
e as decisões não dependessem tanto, assim
apenas as rotas nos encontrassem, a sorrir

Eu ainda não sei. Pudera ter tudo pelo qual
em desempenho se trava a luta, se entalha
no simples sentir os teus olhos sobre mim
chamando-me ao abraço sem que se precise anunciar

Quem dera toda a solução permeando as nossas retinas.


26/11/11, 03:35.

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Boa noite de Sábado para todos!
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

...como se brinca com bola, papagaio, pião

Nunca me esqueci da primeira poesia que li. Estava no terceiro ano do primário, a professora tomou o livro de Português e pediu que o abríssemos na página onde ela já começava a ler a seguinte poesia de José Paulo Paes:

Poesia é... brincar com as palavras

como se brinca com bola,

papagaio, pião.

Só que bola, papagaio, pião

de tanto brincar se gastam.

As palavras não:

Quanto mais se brinca com elas,

mais novas ficam.

Como a água do rio

que é água sempre nova.

Como cada dia que é sempre um novo dia.

Vamos brincar de poesia?



E a cada palavrinha que a professora entonava e lia, eu só me lembro de ir pensando com mais estranhamento ainda: "Que coisa  doida!". Rssssssssssssssss. Era um ser de outro Universo diante dos meus olhos, sem nexo algum. "O que tem a ver bola, papagaio, pião, nesse negócio de... de... Poesia...?" 

Eu não compreendia ainda tudo o que pode caber numa poesia.



Image from: sxc.hu


*Nota dos meus anos de criança
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Tuas mãos...

Não diga muito, que um vento passe e lhe tire tudo. Apenas sinta. Apenas esteja.


Image from: sxc.hu


Tuas mãos

- Jacqueline Collodo Gomes

Tuas mãos são o contorno da minha vida
Colocam a paz no seu lugar
Espantam os despropósitos
Me fazem ser...

Querido da minha alma e das minhas poesias!
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

...soprem sobre o ardor dos sinais insistentes...

Pelas primeiras mil visitas do blog o meu muito obrigada!



image: sxc.hu

Noite estreante

- Jacqueline Collodo Gomes

Ventos do céu anil
e seus riscos magníficos
soprem sobre o ardor dos sinais insistentes
do rugir da solidez abalada
da falta de atenção ao seu som

Façam do aturdir semelhante
ao efeito do traspassar os galhos
A pacificidade entre as folhas seja o rumo

Fixem a completude de folhas de braços abertos

19/11/2011, 19:50.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sou cada pedacinho do verso que nasce

Piadinha Filosófica do dia: "Há duas palavras que abrem muitas portas: Puxe e Empurre."

Rssssssss.

Image from sxc.hu


Sou

- Jacqueline Collodo Gomes

Eu sou tudo o que escrevo
e também um mundo de coisas que ainda não conheço

Sou cada pedacinho do verso que nasce
à mão tingida das cores do trabalho
Sou cada pedacinho que ecoa no meu coração

Sou uma onda agitada buscando o seio dos mares
Sou também a calmaria de portar ao cais

Posso não conhecer esta identidade que me habita
Posso, simplesmente, não caber em mim mesma
E ser tão pequenina que me valha uma mão amiga

Sou também o que me causa incômodos e não me deixa dormir
Sou o que me libera e o que me prende, sou também quem me dá asas quando isto se adequa
E tudo o que ainda vou descobrir

Sou o não compreender as reações orgânicas de mim mesma
E o quanto acho que estou longe de mim, mais estou perto
Mais sou a essência, a natureza que me gera vida.

17/11/2011, 00:57.

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Boa quinta-feira!
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

E meus olhos se voltam ao interior de um tonel...

Piadinha filosófica antes da poesia...

"Se te disserem que os sonhos acabaram não desista, vá em outra padaria."

Rssssssss.













Qual a minha dificuldade com o mundo?


- Jacqueline Collodo Gomes

Onde está esta pressão sobre o pescoço?
Onde está?
Qual a minha dificuldade com o mundo?

Por que olho e não entendo?
E meus olhos se voltam ao interior de um tonel
raiz do conflito a abalar minha estrutura?

É só chegar ao quarto
ao ponto da parada
e não vejo mais nada que possa me curar

Eu não vejo aqueles sonhos deixados à porta...
Eu odeio o concreto que me cerca!
Eu quero poder escolher um ambiente diferente!

Ouço uns barulhinhos acontecendo...
é a noite tocando a telha com seus dedos nevados
com suas lágrimas participativas e cativadas
E eu no incômodo persistente do dorso
que me lembra do lavar as mãos

Tudo o que tenho feito e tento fazer
apresenta um prazo curto, finda a validade
Eu me pergunto quê fazer quando outro se esgota?

Se o seu braço não completar o meu
a distância que sozinha eu não posso alcançar
não terei a anulação do de repente tornar a persistente crise
e o lidar com os azulejos
com os olhos desolados que me fitam no espelho
pelas cenas que se fazem repetir

Que há neste emaranhado de que consisto?
Qual é o meu conflito com o mundo?
Leve-o para bem longe de mim,
como se nunca o tivesse conhecido!

03:50, 14/11/11.

domingo, 13 de novembro de 2011

Eu te amo na inspiração que você me dá

(Para o meu querido. Nosso amor é bonito assim, discreto, só nosso)


Na inspiração que você me dá

Jacqueline Collodo Gomes

Eu te amo desde o momento em que o idealizei
cada parte de você foi um sonho meu
E desde quando você me definiu por sua
eu também senti e te amei

Eu te amo na inspiração que você me dá
para enfrentar a sua ausência, a espera
No abraço revivido que consola as madrugadas
no anseio do nosso finalmente amanhecer

Eu te amo sem estrofes e em todas elas
sem regras, sem idiomas, sem tradução
Somente na poesia com o seu significado
eu encontro do nosso amor a confecção

13/11/2011, 02:13.

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E eu te amo!

Jacqueline Collodo Gomes

Há momentos em que não posso ignorar a distância dos seus braços
E sinto tanta falta da camisa tocando o meu rosto!
Quando o mundo pára, e eu envolta por você...
Eu te amo, nós nos amamos

Desde o término de minhas tarefas
Ao início delas em um novo dia, tudo
tudo me lembra como é tê-lo em minha vida
e eu te amo! E eu te amo!

Jogue fora esta fórmula, espaço - tempo
que põe desencontros em nossos caminhos!
Eu preciso de você!
Não posso ser sem tê-lo aqui!

E sei que você também não pode ser sem mim
E precisa encontrar meu olhar procurando os teus beijos
Quando o abraço se farta e quer prosseguir
Amando o fato desse amor existir.

12/11/2011, 05:15.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Vi constrangimento à porta que nunca lhe fora aberta

Vento Leste

- Jacqueline Collodo Gomes

Vi poeira na estrada
por visão torpe gerada
de anseios que não foram realizados
vitimando-lhe aos excessos fora a face, posta ao lado

Vi constrangimento à porta que nunca lhe fora aberta
Fantasia do vão seco a que se punha por vida
e uma porção de situações desertas
nas quais era solitária sua ida

Ela nunca foi a miragem para se descansar
Sol do fim da tarde, o ideal à portar

Ela nunca lhe fez um conto ou qualquer promessa
A verdade nunca foi esta imaginada festa

Ela sempre foi e sempre há de ser
aquela que busca por si e sem guerra permanecer.

02:53, 10/11/2011.

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Escrevo porque não vivo sem o poder da poesia.

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Deixe o poder do seu comentário aí!
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Menção ao amigo...

O site do querido e amigo Carlos R. Lemberg esteve aniversariando na data de ontem. Parabéns! Muitas Felicidades!
Deixo esta menção como homenagem, agradecimento pela amizade e divulgação, com minhas felicitações! Um grande abraço, amigo poeta!

Clique e visite o site:

domingo, 6 de novembro de 2011

Peça-me tudo o que tenho lhe escrito durante esses anos

Boa noite! Obrigada a todos que tem se inscrito para acompanhar o blog e também deixado comentários. Fico muito contente a com participação de vocês. Estejam à vontade para navegarem por aqui quando quiserem e também registrarem a passagem. Um abraço!


Peça-me! 

Jacqueline Collodo Gomes

Peça-me mais que o meu amor,
Peça-me e te darei as estrelas que eu alcançar em mim
A vida que a fome por ela desenhou e traçou e fez
E um tapete de mares porei aos teus pés

Peça-me! Peça mais que o meu amor
Querido! E eu te darei desta alegria confusa e tão boa
Que me traz lágrimas e tanto contentamento
Vontade de correr, de flutuar e lhe encontrar no beijo doce de sua doce presença

Peça mais que as donzelas pondo em prova aos seus galanteadores
Peça mais que as linhas rendidas a novas estrofes
Peça! Mais que a voz, que o coração dos trovadores
Querido! Peça-me! Peça por mim!

Que eu tanto lhe quero, e de querer tanto lhe guardo
E de guardar tanto lhe aguardo
E de aguardá-lo sonho com a vida e a alegria
Que o seu mundo fará ao se chocar ao meu!

Peça-me tudo o que tenho lhe escrito durante esses anos
Por todas as frestas em que te observo
Tão único e especial, tens minha medida ideal
Peça para uni-la a minha! Querido, peça-me!

21/08/2011, 05:10.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

... que ainda saiba o que são flores aos olhos de uma mulher...

Meu bem ideal

- Jacqueline Collodo Gomes

Eu ainda tenho os mesmo sonhos de Cinderela...
Eu ainda sonho com os detalhes do meu bem ideal

Os traços que lhe dei para os cabelos
Os traços que lhe dei para o coração

Eu não desisti de sonhar com ele e por ele
Mesmo que pareça mera construção de poesia

Eu não quero um personagem, um tal perfeito
Eu quero um ser humano, que me ame de verdade

Aquele que faça as coisinhas do jeitinho que me atraem
do seu jeitinho e com um jeitinho de me ganhar sem perceber

Aquele que me faça um mundo de cores aos pés
e um mundo de valsas para os nossos corações permanecerem

Que ainda saiba o que é pegar na mão e alcançar a alma
Que ainda saiba o que são flores aos olhos de uma mulher

Eu ainda sonho e não posso desistir de desenhá-lo
porque a minha verdade existe única e completamente em quem ele é.

01/11/2011, 01:27.

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Boa madrugada para pensar em amor.