sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Correr à beira mar de manhãzinha...

Sentir a grama aos pés

- Jacqueline Collodo Gomes

Não me importa ter as respostas
De fato, eu não quero ter as respostas
Eu só quero viver
O viver entre o buscar as respostas e o vácuo

Meu bem, o nosso mundo pode ser assim?
De Cinderela sem meia-noite
Luzes brilhantes sem fim de festa?

Você pode fazer um mundo assim pra mim?
Porque, eu tenho quase certeza
de todas as distâncias que percorri
é num canto assim que vou me encontrar

Que vou estar em mim
E vou encontrar paz

Sentir a grama aos pés
Correr à beira mar de manhãzinha...
Meu bem, você pode trazer um sol só para nós dois?

28/10/2011, 03:18.

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Com sono. Mas a alma necessita de expressão. Teclas, monitor, e tudo está (quase completamente) resolvido.

Eu tenho um mundo de dilemas dentro de mim

Então, estar

Jacqueline Collodo Gomes

Eu tenho um mundo de dilemas dentro de mim, meu bem
Eu tenho todos, todos eles juntos, amotinados

Não quero mais ser aquilo no qual tentava me fazer
Não quero mais ser o que onde eu simplesmente não era

Eles não me viam antes, meu bem
Eles não me viam, o estômago doía

O estômago ainda doi
Mas hoje eu estou indo encontrar o meu reflexo

Às vezes eu ainda não sei quem sou
Perco-me nos irregulares montes, baixos, medianos

Em apenas estar. Eu quero apenas estar.
Para que o fiz? O tanto que fiz?

Eu ainda não me vejo bem...
Podemos apenas estar e assim seguir?

28/10/2011. 03:10hs.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Quero escrever alguma coisa do que aprendi hoje

Quero

Jacqueline Collodo Gomes

Quero escrever alguma coisa do que aprendi hoje
Quero tirar os pesos, anular as marcas ruins

Quero abrir uma cortina para um dia claro e iluminado
Quero ser um algo novo em um novo ser

Não ligar para as mesmas coisas
Ter a ousadia dos traços diferentes

Jogar páginas antigas ao tufão que se desfaz
como se nunca houvera existido...

Quero romper as travas para o meu amanhã.

21/10/2011, 22:48hs.

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Este blog é um pouco meu, um pouco seu... Comente aí, você pode, você tem o direito, rsssssss.

sábado, 15 de outubro de 2011

Revela-me a face que os meus olhos tanto buscam...

Teu expressivo sorriso

Jacqueline Collodo Gomes

Revela-me a face que os meus olhos tanto buscam
Encontra-me no olhar que lhe ofereço
Moço dos meus desejos ocultos
Que guarda-me, quem sabe, carinhos
e todos os teus trejeitos

Por que o busco sem sucesso?
Não sabes que o careço?
Tens o afeto e o refúgio
que me parecem embrulhados
nos teus gracejos?

Que tortura ocultar-me tua alma
Que tortura para este meu coração
que agora lhe escreve poemas
para falar da curiosidade
da possível estabilidade
da marcante sensação.

Ao pé do ouvido lhe seja dito
que te busco, tudo, tudo seja falado
assim, quem sabe, venhas comigo
diante de um poente dourado
fixar este abrigo, ao meu lado.

15/10/2011, 01:58.

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Bom Sábado para você!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

... qualquer coisa, assim...

Imagem, reflexos

Jacqueline Collodo Gomes

Eu não sou qualquer coisa, assim
que não valha a imponência de um edifício

Não levarei este rótulo
pregado em quem o quer pôr

O coração, despido, é sensível
é simples, chora dor
Situação não paga sua identidade

Sou verdade
Sou ponto
Não me dobro a picuinhas

Mais sólido que edificação de pedrarias
Mais preciso que o acudir nas tardes de verão

06/10/2011, 11:55hs.

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Um bom dia pra você!

sábado, 1 de outubro de 2011

Noite quente, ar parado...

Mira

Jacqueline Collodo Gomes


(Para meu querido, por quem sempre escrevo, para o qual meus pensamentos em todo momento se declaram)

Tantas coisas paradas num eu qualquer
Tantas coisas pairadas sobre o que há de ser
E sobre elas eu não sei mesmo bem o que dizer

Quero o afago de teus braços
e a luz da tua face, que me conduz
quero perder-me no teu beijo
e encontrar tudo o que lhe faz jus

Você tem o que faz minha noite não ser tão quente assim
Põe a temperatura agradável como a sua presença
É por isso que te pus por meu, em evidência

Você me faz um mundo onde um frescor nos mistifica
e o amor na medida certa nos desvenda
você põe as histórias bonitas à mesa, palpáveis
tira as admiráveis dos contos, das lendas

Por isto que mesmo em face de outra noite assim
quente, ar qualquer que não sabe bem pra onde ir
sei que de um ponto para o qual o céu tem mira
um sorriso brota e segue, feito para mim.

01/10/2011, 22:25.

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Na onda das reticências:

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Risos...